segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pesquisa01/04/2014 | 10h01

Cientistas descobrem substância que pode diminuir sintomas do autismo

Especialistas franceses conseguiram reprimir o distúrbio antes do nascimento em filhotes de ratos aplicando uma injeção de diurético nas mães

Cientistas descobrem substância que pode diminuir sintomas do autismo SERGEI SUPINSKY/AFP
Sintomas do autismo começam a aparecer nas crianças por volta dos três anos Foto: SERGEI SUPINSKY / AFP
Paloma Oliveto
O mal é tão desconhecido que sequer existe concordância sobre o número de pessoas afetadas mundialmente. Não se sabe das causas e nem há tratamento padrão. Nos últimos anos, contudo, as pesquisas sobre autismo avançaram, revelando, por exemplo, diversos genes que têm implicação com esse distúrbio do desenvolvimento, caracterizado principalmente pelo isolamento social. Agora, uma série de importantes descobertas foi publicada na revista Science por um grupo de pesquisadores franceses. Elas foram consideradas um passo importante em direção à compreensão do autismo e, por fim, à cura do transtorno.
Além de observar, pela primeira vez, a atividade de neurônios de embriões de ratos programados geneticamente para desenvolver o problema, os cientistas foram capazes de reverter os sintomas antes do nascimento dos animais, aplicando uma injeção nas mães. Previamente, a mesma equipe havia conseguido diminuir a severidade do autismo e da síndrome de Asperger (um tipo de autismo) em crianças usando a mesma droga. A descoberta ainda não vai beneficiar diretamente os humanos, pois muitos testes precisam ser feitos antes disso, mas os resultados animaram os cientistas, que acreditam ter encontrado o caminho certo em busca de terapias eficazes contra o transtorno autista.
Das poucas coisas que se sabe sobre esse distúrbio é que ele se desenvolve muito cedo, ainda na fase embrionária. Por motivos desconhecidos, os neurônios passam a se comportar de maneira diferente, provocando danos irreversíveis ao cérebro. Por volta dos três anos, a criança começa a exibir os sinais do autismo — é quando a maioria dos pais vai aos consultórios médicos atrás de uma resposta. Na pesquisa, os cientistas constataram a necessidade de iniciar o tratamento o mais cedo possível para evitar que esses sintomas se desenvolvam — os mais conhecidos são déficit de atenção, baixa reciprocidade social e comportamentos repetitivos. Uma dificuldade para isso é que, mesmo se comprovada em humanos a eficácia da substância usada no estudo, não existem testes de detecção do autismo durante a gestação.
Tratamento com bumetanida também é testado em crianças
Em uma coletiva de imprensa, Yehezkel Ben-Ari, pesquisador da Universidade de Aix-Marseille, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, e principal autor do estudo, explicou que, em 2012, uma investigação clínica mostrou que a substância bumetanida reduziu a gravidade de sintomas em 60 pacientes com idade entre três e 11 anos, com poucos efeitos colaterais.
Durante três meses, as crianças tomaram um diurético para diminuir os níveis intracelulares de cloreto, um importante composto orgânico encontrado no corpo. Em quantidades anormais, porém, ele está associado a deficiências nas redes de neurônios — pesquisas anteriores indicam que o problema também tem relação, por exemplo, com a epilepsia. No fim, 75% dos meninos apresentavam sintomas mais amenos, o que foi constatado por meio de três escalas comportamentais utilizadas globalmente para averiguar a taxa de severidade do autismo.
Como exemplo, os pesquisadores citaram um paciente de seis anos que apresentava baixa habilidade linguística e pouca interação social, era hiperativo e exibia um tratamento combativo. Depois de três meses de tratamento, os pais, professores e enfermeiros do hospital onde eles se tratava, além de amigos da escola, disseram que o garoto estava mais participativo. A atenção dele havia melhorado, assim como o contato visual, que é pobre em pessoas com esse distúrbio.
— Apesar de não ser um tratamento curativo, o diurético reduziu a severidade do autismo na maior parte das crianças — destacou Ben-Ari.
A substância foi patenteada pelo instituto de pesquisa francês Neurochlore, que financiou o estudo publicado na Science.
Sintomas amenizados
Em um segundo teste, os cientistas investigaram se, aplicada diretamente nos roedores depois do nascimento, a substância também poderia tratar o autismo. Esses animais, que já exibiam sinais da doença, apresentaram redução dos sintomas.
— Conseguimos comprovar que a bumetanida é eficaz e que, quanto mais cedo iniciado o tratamento, maior o potencial preventivo — diz o pesquisador.
— Dada a ênfase cada vez maior à necessidade de detecção precoce do distúrbio do espectro autista e à descoberta de seus biomarcadores, a possibilidade de tratamento pré-natal com um agente como a bumetanida é uma possibilidade sedutora de prevenção ou terapia precoce — acredita Susan Connors, neurologista do Hospital Geral de Massachusetts.
Ela observa, contudo, que, para isso acontecer, será necessário primeiramente desenvolver métodos confiáveis e seguros de identificação da doença em fase embrionária.
Yehezkel Ben-Ari ressalta que ainda não está na hora de pensar em desenvolver tratamento pré-natal para o autismo, pois a doença tem diversos aspectos que ainda precisam ser investigados a fundo.
— Para tratar, é necessário entender como o cérebro se desenvolve e de que forma mutações genéticas e fatores ambientais modulam a atividade cerebral dentro do útero — pondera.
Ação dos cloretos
Se nos pacientes humanos não se pode falar em cura, no experimento realizado com ratos, a bumetanida eliminou qualquer sinal de autismo antes do nascimento dos animais. Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo, explica.
— Durante toda a fase embrionária, os neurônios contêm altos níveis de cloretos. Como resultado, o GABA, principal mensageiro químico do cérebro, excita os neurônios durante essa fase, no lugar de inibi-los. Isso é importante para a construção do órgão — explica Eric Lemonnier, pesquisador do Laboratório de Neurociência de Brest, na França, e coautor do artigo.
Mas depois, quando o cérebro já está consolidado, a concentração de cloretos dentro das células cai. Com base nas observações, os pesquisadores desenvolveram modelos de ratos com autismo para checar se o cloreto também poderia estar associado a esse tipo de transtorno. Logo após o nascimento, exames indicaram que as taxas continuavam anormalmente altas. Isso não é comum porque, no momento do parto, a mãe libera um hormônio, a oxitocina, que regula a ação do neurotransmissor GABA. Nos ratinhos testados, nem mesmo essa substância consegue acalmar a superexcitação dos neurônios. A bumetanida, contudo, é capaz de reproduzir o efeito da oxitocina.

CORREIO BRAZILIENSE/DA PRESS

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2014/04/cientistas-descobrem-substancia-que-pode-diminuir-sintomas-do-autismo-4461615.html

Autismo : a luta para sair do casulo...

Revista Pais & Filhos : Autismo: a luta para sair do casulo

Uma pequeninha participação do blog nesta matéria da Revista Pais & Filhos.
Vale a pena conferir !

Autismo: a luta para sair do casulo

Dia 2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo


Presente na vida de muitas famílias, o autismo afeta 1 em cada 50 crianças. A luta é contínua para  que autistas rompam o casulo e consigam voar!
Por Luciana Barrella, mãe de Luísa

“Theo foi um bebê totalmente normal, risonho e interativo até um aninho. Tenho vídeos dele fazendo imitações (de tosse, piscando), batendo palmas, falando “mamã” e “papá”. A partir do primeiro aninho, começou a ficar mais sério, introspectivo. Não olhava quando chamávamos. Parecia surdo. Também não se interessava por outras crianças e desenvolveu uma estranha fixação por rodinhas”, conta Andréa Werner, autora do blog Lagarta Vira Pupa.

Andréa procurou ajuda cedo para Theo e recebeu o diagnóstico precoce de autismo. O caso dele é classifcado como autismo regressivo e representa cerca 30% dos casos  diagnosticados como dentro espectro do autismo. “São crianças que aparentemente são normais até 1, 2 anos de idade e, a partir daí, começa, a perder as habilidades que já tinham adquirido”, explica o neuropediatra José Salomão Schwartzman, pai de André, Flavia e Maria Luisa.
“Às vezes, a mãe conta que o filho desevolveu o autismo aos 3 anos, mas, na realidade, o autismo existe há muito tempo”. Por isso é preciso que os pais e o pediatra observem os sinais precoces. Quanto mais cedo é feito o diagnóstico, as intervenções podem gerar melhores resultados.
O dr. Salomão explica que o bebê com autismo não faz contato visual desde o início de vida. Por volta de 6 meses não interage e, um pouco mais tarde, não atende pelo nome, no mesmo período em que os bebês normais já estão respondendo. “Isso faz com que muitos pais pensem que são surdos e os levem a otorrinos”. Por volta de 1 ano, 18 meses, a pessoa com autismo não compartilha interesse.
Michella Franca, autora do blog Sou Mãe de um Autista, conta que Lucas apresentou atraso psicomotor desde que naceu e passou a fazer hidroterapia e fisioterapia. Mas o diagnóstico realmente aconteceu quando ele tinha 2 anos. “Todos os médicos atribuíam o atraso ao seu nascimento prematuro, porém nós percebíamos que algo não estava bem. Ele andou aos 2 anos e, logo depois, os sintomas do autismo ficaram muito nítidos”.
Segundo pesquisas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, 1 a cada 50 crianças está no espectro do autismo, sendo que a probabilidade de desenvolver em meninos é três a quatro vezes maior que em meninas. Por isso a cor do autismo é azul, uma referência ao sexo masculino.
No Brasil, não existem estatísticas atualizadas, mas acredita-se que os números não mudem muito. Segundo informações do site Autismo & Realidade (A&R), a taxa de pessoas que preenchem diagnósticos dentro do espectro do autismo está entre de 1 a 2 milhões (IBGE/2001).
O autismo está incluído nos Transtornos Globais do Desenvolvimento, os TGD e destes também fazem parte as Síndromes de Asperger e de Rett, o Transtorno Desintegrativo da Infância e o Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
As possíveis causas
Ao se falar em Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) – que abrangem dos casos mais leves aos mais graves –, a genética e os fatores ambientais são considerados as causas e esta relacão é definida como multifatorial.
Segundo o psiquiatra da infância e adolescência, Caio Abujadi, filho de João Moysés e Evanir, as causas envolvem sequências de manifestações genéticas influenciadas diretamente e indiretamente por fatores ambientais. “Estes fatores estão convivendo com o ambiente familiar desde antes da gestação, relacionados aos hábitos familiares até situações gestacionais, intraparto e nos primeiros anos de vida”.
O que se sabe é que o autismo não é causado apenas por fatores ambientais. Algumas teorias antigas acreditavam que a culpa era da mãe, que não soube interagir e criar vínculo com seu filho, a chamada “mãe-geladeira”.
Hoje, esta crença está totalmente fora de hispótese! As mães passam por um luto, juntam forças e saem atrás das melhores intervenções, terapias e tratamentos para seus filhos: são mães-guerreiras!
“Ao ler uma reportagem sobre autismo me dei conta dos sintomas. Fiquei arrasada por dois dias depois da confirmação do neurologista. Mas rapidamente me informei o quanto pude sobre o assunto e vi que o futuro dele dependia de mim. Então enxugamos as lágrimas e, em menos de uma semana, começamos com a terapia e a trabalhar por horas em casa com o Tom”, conta Silvia Ruiz, que também é mãe de Myra e madrasta de Gabriel, que estreia uma coluna sobre o tema aqui no site da Pais & Filhos.
A importância do diagnóstico precoce
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais cedo também serão os processos de intervenção!
Como aconteceu com o Tom. Sua mãe conta que a evolução dele está sendo fantástica. “Tom é um menino valente. Em nove meses de trabalho, os resultados são muito animadores. Ele voltou a falar e, principalmente, a expressar suas vontades e frustrações e desejos”.
Para identificar uma criança apresentando sinais sugestivos de riscos de autismo é preciso ficar atenta a alterações no comportamento. Mas não é porque o seu filho ficou sem te olhar uma vez que ele pode ter algum distúrbio. É importante observá-lo e consultar seu pediatra para tirar dúvidas. Se a dúvida persistir, vale consultar uma segunda opinião.
Quando o pediatra detecta algum sinal fora dos considerados de normalidade no desenvolvimento dos bebês ou das crianças, ele encaminhada a família a um médico especialista. O diagnósticode autismo e de outros quadros do espectro é clínico. São feitas entrevistas com os responsáveis e análises e testes com a criança.
 “Três linhas de sintomas são importantes para se observar no quadro. Primeiro, o atraso no desenvolvimento da comunicação e linguagem. Em seguida, podemos observar  um padrão específico de comportamento que se caracteriza por ser repetitivo, peculiar e restrito, envolvendo desde o manejo do ambiente e situações até objetos. Por último e mais importante, o prejuízo no manejo de situações sociais e no contato com o outro”, explica Caio Abujadi.

Os tratamentos e as evoluções
Daniela Laidens, autora do blog Janelinha para o Mundo, é mãe de Giovana, e Pietra. Gica, como é chamada pela família, foi diagnostica dentro do espectro há dois anos, frequentou escola regular e especial durante um tempo e fez outros tratamentos. “A melhor terapia é o convívio com a irmã mais velha, uma interação que a ajudou muito para este novo despertar”.
Segundo a pedagoga Maria Eloisa D´Antino, filha de Ernesto e Francisca, do Programa de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, as pessoas com autismo têm características muito próprias. “Eles apresentam uma tríade de comprometimento que incide nas habilidades de interação social, nas habilidades de comunicação e na presença de estereotipias de comportamento. Mas, dentro do espectro, cada criança vai se expressar de um jeito. Não é possível pensar em um único tipo de atendimento, como se todos os autistas fossem iguais”.
Alguns métodos de intervenção para tratamento do autismo são: a ABA (Análise do Comportamento Aplicada), o TEACCH (Treinamento e Ensino de Crianças com Autismo e Outras Dificuldades de Comunicação Relacionadas) e o PECS (Picture Exchange Communication System ou Sistema de Comunicação por Troca de Figuras). Estes métodos e outras terapias são realizados por profissionais como fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e envolvem acompanhamento psicopedagógico.
O trabalho com profissionais de diversas áreas é muito positivo. Valorizando esta ideia, a equipe do Instituto Priorit elaborou uma nova metodologia: o Plano Terapêutico Unificado.
“Ele é elaborado após a avaliação individual e com base nas necessidades clínicas de cada paciente. Depois, apresentado para os pais. Pode contar com as terapias convencionais de fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional e com as atividades em grupo que marcam o diferencial de qualquer outro processo de intervenção”, esclarece a fonoaudióloga Aline Kabarite, mãe de Vitória e diretora do instituto.
Entre as atividades em grupo com abordagem multidisciplinar estão o teatro, as artes, o movimento criativo, o judô, a psicomotricidade e a capoeira. “No instituto, a criança é submetida a várias possibilidades de estímulos diferentes”, conta o médico José Carlos Pitangueira, pai de Carolina, que é autista, e de Camila.
“Trabalhamos a linguagem verbal e não verbal, o engajamento na formação do vínculo e a busca do prazer em interagir com o outro”, explica Aline. A música e os jogos também fazem parte da terapia, assim como a imitação de sons e gestos.
A idealização do centro aconteceu depois que José Carlos mudou-se de Salvador para o Rio de Janeiro com objetivo de tratar Carolina com a Aline e a psicoterapeuta Roberta Marcello, que já trabalhavam juntas.
O Instituto atende cerca de 120 crianças, entre elas o João Pedro, filho de Denise Aragão. Ela recebeu o diagnóstico de que João Pedro estava no espectro do autismo quando ele tinha 3 anos e 2 meses e isto aconteceu no dia do aniversário do irmão mais velho, o Jorge, que considera ser o maior presente que já ganhou.
O dia a dia de João Pedro é bem atarefado: ele tem acompanhamento psicoterápico e participa de atividades, como capoeira e treinamento de habilidades sociais. O garoto também vai à escola tradicional desde os 3 anos. “Lá, ele e seus amigos  foram construindo uma relação de amizade juntos e  de forma tranquila. A inclusão aconteceu naturalmente. Ele foi alfabetizado com 6 anos, está acompanhando a turma e é muito feliz!”, relata Denise.
A luta de Denise é diária. Já participou de programas de TV, posta vídeos do filho no YouTube e é ativista no grupo Mundo Azul, no qual ela e outros pais trabalham pela conscientização e na luta pelos seus direitos das pessoas com autismo.
Outros pais e parentes também divulgam vídeos para mostrar o desenvolvimento dos filhos e quebrar alguns tabus e preconceitos, criam blogs e criam grupos de para trocar experiências. Alguns chegam a fundar centros, associações e institutos com objetivo de proporcionar ajuda, atendimento e terapias. Muita gente está envolvida nesta “causa”! E, se você quer apoiar, vista-se de azul hoje e post fotos com a cor nas suas redes sociais.

(Fonte : Revista Pais & Filhos )
Maiores informações: Blog: Janelinha para o mundo...Daniela Laidens (tem uma filha com diagnóstico de TEA)...

O que é Síndrome de Asperger????

O que é Síndrome de Asperger?

Sinônimos: Transtorno de desenvolvimento pervasivo - Síndrome de Asperger; Perturbação do espectro do autismo - Asperger
A síndrome de Asperger é frequentemente considerada uma forma altamente funcional de autismo. Pode levar à dificuldade de interagir socialmente, comportamentos repetitivos e falta de jeito.

Causas

Hans Asperger rotulou esse transtorno como "psicopatia autista" em 1944. A causa exata é desconhecida. É mais provável que uma anormalidade no cérebro seja a causa da síndrome.
Fatores genéticos podem desempenhar seu papel, pois o transtorno tende a existir na família. Não foi identificado nenhum gene específico.
A síndrome de Asperger é um transtorno de desenvolvimento pervasivo (TDP) ou perturbação do espectro do autismo (PEA). A principal diferença entre a síndrome de Asperger e o transtorno autista é que a criança com a síndrome não tem atrasos na fala ou cognitivos.
A condição parece ser mais comum em meninos do que em meninas.
Embora indivíduos com síndrome de Asperger freqüentemente tenham dificuldade em termos sociais, muitos têm inteligência acima da média. Eles podem exceder em campos como programação e ciência computacional. Não há atraso no desenvolvimento cognitivo, na capacidade de cuidar de si mesmos ou em termos de curiosidade sobre seu ambiente.

Exames

Geralmente, é necessário um médico com experiência em diagnosticar e tratar autismo para fazer o diagnóstico real. Como não há exame físico para síndrome de Asperger, o diagnóstico se baseará em critérios muito específicos de um certo manual médico.
A maioria dos médicos procura por um grupo central de comportamentos para ajudar a diagnosticar a síndrome. Esses comportamentos incluem:
  • Contato visual anormal
  • Indiferença
  • Não responder quando é chamado pelo nome
  • Não usar gestos para apontar ou mostrar
  • Falta de interatividade
  • Falta de interesse nos colegas
Os sintomas podem ser observáveis nos primeiros meses de vida. Os problemas devem ser óbvios aos 3 anos de idade.
Exames físicos, emocionais e mentais são realizados para descartar outras causas e para buscar sinais mais específicos dessa síndrome. A equipe que irá observar seu filho poderá incluir um psicólogo, neurologista, psiquiatra, fonoaudiólogo e outros profissionais especialistas no diagnóstico de crianças com síndrome de Asperger.

Mais sobre Síndrome de Asperger

Marque uma consulta com seu médico se seu filho:
  • Não responder às pessoas
  • Falar de forma peculiar ou incomum
  • Apresentar comportamento que possa levar à automutilação

Sintomas de Síndrome de Asperger

Indivíduos com síndrome de Asperger se tornam excessivamente focados ou obcecados por um único objeto ou assunto, ignorando todos os outros. Eles querem saber tudo sobre o assunto e, muitas vezes, falam pouco sobre outras coisas.
  • Crianças com síndrome de Asperger apresentarão muitos fatos sobre seu objeto de interesse, mas parece que não há ponto ou conclusão.
  • Eles muitas vezes não reconhecem que a outra pessoa perdeu o interesse no assunto.
  • As áreas de interesse podem ser bastante superficiais, como uma obsessão com horários de trens, listas telefônicas, um aspirador de pó ou coleções de objetos.
Pessoas com Asperger não se isolam do mundo como os autistas. Elas frequentemente abordam outras pessoas. No entanto, seus problemas com a fala e linguagem em um cenário social podem leva-los ao isolamento.
  • Sua linguagem corporal pode ser incomum.
  • Elas podem falar em um tom monótono e não responder aos comentários ou emoções dos outros.
  • Podem não entender sarcasmos ou humor, ou podem levar uma figura de linguagem ao pé da letra.
  • Não reconhecem a necessidade de mudar o volume da voz em cenários diferentes.
  • Têm problemas com contato visual, expressões faciais, posturas corporais ou gestos (comunicação não verbal).
  • Podem ser rotuladas por outras crianças como "esquisitas" ou "estranhas".
Pessoas com síndrome de Asperger têm problemas para se relacionar com crianças da sua idade ou com outros adultos, pois elas:
  • São incapazes de responder emocionalmente em interações sociais normais
  • Não são flexíveis em termos de rotinas ou rituais
  • Têm dificuldade em mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse para outras pessoas
  • Não expressam prazer em relação à felicidade alheia
Crianças com a síndrome podem apresentar atrasos no desenvolvimento motor e comportamentos físicos incomuns, como:
  • Atrasos para aprender a andar de bicicleta, pegar uma bola ou subir em um brinquedo
  • Falta de jeito ao andar ou fazer outras atividades
  • Bater os dedos, torcer-se ou movimentar o corpo todo repetitivamente
Muitas crianças com a síndrome de Asperger são muito ativas e também podem ser diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção com hipeartividade (TDAH). Ansiedade ou depressão pode se desenvolver durante a adolescência e início da idade adulta. Sintomas de transtorno obsessivo compulsivo e "tic", como síndrome de Tourette podem ser observados.

Tratamento de Síndrome de Asperger

Não há um tratamento único para todas as crianças com a síndrome de Asperger. A maioria dos especialistas sente que, quanto antes o tratamento for iniciado, melhor.
Programas para crianças com síndrome de Asperger ensinam habilidades, seguindo uma série de passos simples e utilizando atividades altamente estruturadas. Tarefas ou pontos importantes são repetidos com o decorrer do tempo para ajudar a reforçar determinados comportamentos.
Os tipos de programas podem incluir:
  • Comportamento cognitivo ou terapia falada, para ajudar a criança a gerenciar suas emoções, comportamentos repetitivos e obsessões
  • Treinamento parental, para ensinar técnicas que podem ser usadas em casa
  • Terapia física ou ocupacional, para ajudar com as habilidades motoras e problemas sensoriais
  • Treinamento das habilidades sociais, frequentemente ensinadas em grupo
  • Terapia da fala e linguagem, para ajudar com a capacidade de conversação diária
Medicamentos como inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISES), antipsicóticos e estimulantes podem ser utilizados para tratar de problemas como ansiedade, depressão, problemas de atenção e agressão.
Expectativas
Com tratamento, muitas crianças e suas famílias podem aprender a conviver com o problema da síndrome de Asperger. A interação social e os relacionamentos pessoais ainda podem ser um problema. No entanto, muitos adultos com a síndrome de Asperger trabalham bem em cargos convencionais e são capazes de levar uma vida independente, se tiverem o tipo correto de apoio disponível.


Fontes e referências:
  • Bostic JQ, Prince JB. Child and adolescent psychiatric disorders. In: Stern TA, Rosenbaum JF, Fava M, Biederman J, Rauch SL, eds. Massachusetts General Hospital Comprehensive Clinical Psychiatry. 1st ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2008:chap 69.
  • Raviola G, Gosselin GJ, Walter HJ, DeMaso DR. Pervasive developmental disorders and childhood psychosis. In: Kliegman RM, Behrman RE, Jenson HB, Stanton BF, eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed.Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2011:chap 28.

Advogada deficiente visual conta como superou desafios e construiu uma bem-sucedida carreira... Exemplo para todos...

Entrevista – Advogada deficiente visual conta como superou desafios e construiu uma bem-sucedida carreira

janeiro 21, 2013 1 Comment
aberturaemmanuelleEmmanuelle Garrido Alkmin é advogada formada pela PUC e secretária de Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida em Campinas
Aos seis meses de vida, Emmanuelle Garrido Alkmin foi diagnosticada com Retinoblastoma Bilateral, um tipo raro de câncer que se manifesta na primeira infância. Ela perdeu a visão e teve de, ao longo dos seus 33 anos, superar um desafio atrás do outro: “Escolhi viver com e apesar da deficiência”, conta.
Esta decisão conduziu Emmanuelle a uma bem-sucedida carreira no Direito, ela é advogada formada pela PUC, e também na vida pública. Hoje ela é secretária de Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida em Campinas, e em outras experiências no poder público exerceu o cargo de Assessora da Secretaria de Assuntos Jurídicos e Cidadania de Campinas, e Chefe de Gabinete.
Esta história de superação foi destaque na 31ª edição da revista Exibir Gospel. Em quatro páginas, ela conta o drama de sua mãe em educar uma menina cega, e a importância da fé nos momentos mais difíceis.
Segue abaixo a entrevista, liberada para reprodução.
Emmanuelle Alkmin: “Escolhi viver com e apesar da deficiência”
ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Uma mulher de visão
A Secretária de Deficiência e Mobilidade Reduzida em Campinas, a deficiente visual Emmanuelle Alkmin enfrentou inúmeros desafios ao longo de sua trajetória, que ela construiu baseando-se na fé e na família
Emmanuelle Garrido Alkmin, Secretária de Direito das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida em Campinas, tem uma história de vida marcada pela superação de desafios. Deficiente visual, ela sempre contou com dois importantes elementos para vencer todos os obstáculos: a fé em Deus e o apoio inestimável da família.
Aos seis meses de idade, Emmanuelle foi diagnosticada com Retinoblastoma Bilateral, um tipo raro de câncer que se manifesta na primeira infância. Para sua mãe, a enfermeira Carmen Lúcia, o diagnóstico — que ela sabia implicar em deficiência visual — caiu como uma bomba. Carmen sabia das complicações que enfrentaria para cuidar de um filho em tais condições.
Porém, após o choque inicial, a enfermeira trocou o medo pela esperança e aceitou o desafio de lutar não apenas pelo bem-estar físico de sua filha, mas, principalmente, por sua independência. Essa decisão fez toda a diferença.
Emmanuelle cresceu sob a inspiração desafiadora de dona Carmen, que procurou lhe mostrar todas as possibilidades que ela poderia aproveitar se sua capacidade, determinação e força de vontade fossem maior do que a maioria.
O impulso materno foi fundamental para que a secretária conquistasse sua autonomia, fazendo uso da sua inteligência e empenho para galgar os patamares mais elevados da profissão.
Das dificuldades que quase a impediram de se graduar em Direito aos desafios de sua carreira na gestão pública, Emanuelle enfrentou tudo com fé e otimismo.
A secretária trabalhou na Prefeitura de Campinas de 2002 a 2005, ocupando o cargo de Secretária de Assuntos Jurídicos e Cidadania. Deficiente visual, de 2007 a 2008, assumiu a presidência da Pró-Visão, entidade para educação de crianças com este tipo de deficiência.
Emmanuelle é membro da Igreja Batista do Cambuí, em Campinas, e sempre destaca a importância da fé em sua vida durante as palestras e cursos que oferece para públicos de diferentes perfis e faixas etárias. Aliás, é uma das principais formas que ela encontrou de compartilhar com as pessoas as lições de entusiasmo e de perseverança.
O próximo desafio de Emmanuelle é a publicação de um livro que contará os episódios marcantes da sua vida e responderá a questões que muita gente faz ao testemunhar sutilezas da sua autonomia como, por exemplo, o fato de que ela se veste muito bem — e sozinha.
Como foi que sua família descobriu que você perderia a visão?
Aos seis meses de idade, minha mãe estava me dando a papinha do jantar e viu um brilho estranho em meus olhos, parecido com um “olho de gato”. No dia seguinte, fomos a um oftalmologista o qual nos enviou a Curitiba onde estava ocorrendo um congresso de medicina internacional. Ali, a junta médica constatou o câncer tipo Retinoblastoma Bilateral.
Qual foi o primeiro passo tomado diante da descoberta do câncer?
Quando tinha 6 meses e 20 dias de nascida passei por uma cirurgia em Curitiba, no Hospital de Olhos, um procedimento de alta complexidade e que durou cerca de seis horas. Minha mãe, Carmen Lúcia, por ser enfermeira, sabia que seria algo muito complicado e orou a Deus pedindo Sua intervenção.
Como você e sua família lidaram com o desafio?
Eu me lembro que, após os 3 anos de idade, passei por rotineiros exames de sangue e radiografias de pulmão. No início foi muito difícil para minha mãe, porque uma semana antes do diagnóstico ela havia dito que não teria forças para ter um filho cego. Isso é compreensível porque as expectativas para uma criança cega há 33 anos eram muito pequenas. Quando, no entanto, ela se deparou com a situação, buscou enfrentá-la, adquirindo conhecimento e formas de trabalhar comigo, de apresentar o mundo visível.  Minha mãe deixou de ser uma enfermeira para cuidar apenas de mim.
Como foi sua infância?
Minha infância foi muito gostosa. Sempre tive muitos amigos com e sem deficiência. Brinquei bastante de esconde-esconde, e cabra-cega, a brincadeira que eu sempre começava! E também andei de bicicleta, nadei, joguei “Banco Imobiliário”, sempre convivendo muito naturalmente com outras crianças, que, não se importavam em me fazer de “café com leite” em brincadeiras nas quais não dava pra participar, como a queimada (risos).
Você estudou em escolas especiais?
Eu comecei a estudar na escola regular, aos 2 anos e 8 meses. Paralelamente, fazia o acompanhamento na “escola especial/sala de recurso/estimulação precoce”, para aprender a desenvolver o tato, coordenação motora especial para leitura e a leitura pelo método Braille. Aos 6 anos já estava alfabetizada em Braille e continuava no ensino regular.
Como foi atravessar a adolescência na condição de deficiente visual?
Na infância é muito tranquilo. As crianças são naturais. Na adolescência, as diferenças já começaram a pesar. Meninos não queriam nada comigo porque eu era cega. Essa foi minha primeira crise com a deficiência e a superei com o apoio da família, com a fé e leitura da Bíblia que me mostrou que Deus me conhecia quando eu ainda era uma célula na barriga da minha mãe. Ali, vi que Deus tinha um plano para minha vida, mesmo sendo cega e consegui forças para continuar. Foi um baque, mas percebi que a deficiência continuaria ali, nada tinha para fazer em relação a isso, então, escolhi viver com e apesar da deficiência.
Quais foram os principais desafios que você enfrentou na juventude?
Eu creio que tenha sido de aceitação própria. Foi na juventude que tive as maiores crises comigo e, mesmo com Deus pelo fato de ter ficado cega. Eu, assim como todos os jovens, precisava encontrar meu lugar no mundo e aí precisei, de verdade, enfrentar a questão do quanto a limitação visual determinaria quem eu viria a ser. Então, às vezes tinha vergonha da bengala que tinha que usar para me locomover, às vezes achava que ninguém iria gostar de mim, que não namoraria nunca. Ás vezes achava que não teria uma profissão.
Você se recorda de alguma situação marcante?
Um desafio interessante foi quando, apesar de ter sido chamada para uma peça no colégio, acabei sendo substituída por outra garota. Isso me levou a pensar que “se enxergasse estaria na peça”. Jamais soube o porquê saí, é claro que poderia ser porque não era uma boa atriz (risos), mas naquele momento fiquei muito mal por ter a certeza — por mim fabricada — de que havia sido substituída por ser diferente. Resumindo, creio que meu maior desafio na juventude tenha sido minha formação de identidade e saber separar as limitações da ausência de visão daquelas inerentes a todos nós, simples seres humanos.
Como encarou o desafio de cursar uma faculdade?
Naquela época acreditei que não teria sucesso profissional, porque não tinha acesso aos mesmos materiais que meus colegas e veio uma imensa vontade de desistir, já que estava num curso que exigia principalmente leitura e, para mim, portanto, faltavam livros acessíveis — em Braille ou digitais. Nas duas fases, a confiança da minha família de que seria possível, de que eu seria alguém, de que a deficiência não determinaria o meu futuro, foi essencial para que eu pudesse superá-las. A família realmente precisa acreditar que o deficiente pode ultrapassar os limites, caso contrário, ele sucumbirá aos nãos do mundo. Minha família me ensinou, com atos e palavras, “A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não”. (Brincar de viver — Maria Betânia)
Por que você escolheu cursar Direito?
Queria ser juíza para modificar o mundo ao meu redor! Já na época sabia que não poderia “mudar o mundo”, mas acreditava que poderia mudar algumas pequenas coisas ao meu redor. Após concluir a graduação em Direito, resolvi me aperfeiçoar. Hoje estou concluindo duas ao mesmo tempo — MBA em Comunicação e Responsabilidade Social e MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores na FGV.
Como foi sua rotina na faculdade?
Foi muito parecida com a de meus colegas. Primeiro a sensação absoluta de estarmos perdidos e não conseguirmos dar conta de nada — agora estou me lembrando de um dia em que estávamos numa mesa enorme de estudos e a sensação geral era de que não mais sabíamos ler português (risos). O mais complexo foi a falta de material. Não existiam livros jurídicos em Braille e os recursos de informática para deficiente visual estavam em desenvolvimento. Então era muito difícil obter material para estudo.
Como foi seu ingresso no mercado de trabalho?
Entrei na faculdade de Direito para ser juíza, mas como a vida real sempre nos surpreende, acabei ingressando no mercado de trabalho, por um revés financeiro, como Assessora da Secretaria de Assuntos Jurídicos e Cidadania de Campinas. Após três meses, comecei a exercer funções de Chefe de Gabinete.
Você sofreu preconceitos?
Sim. Falando francamente, eu vim conhecer o que era preconceito real somente no mercado de trabalho. Antes não tinha experimentado o preconceito, aquele que por vezes imobiliza e exige de você uma força sobre-humana para prosseguir.
O que é mais embaraçoso ou irritante para um deficiente visual?
Vou falar por mim, ok? Sinto muita falta de trocar olhares porque esses eliminam barreiras de relacionamentos; não gosto desse culto à imagem — tudo hoje tem um vídeo com um monte de imagens e sem nenhuma fala! Isso é horrível! Eu fico lá sentadinha e as pessoas rindo, gritando e eu só fico “ouvindo” música! (risos). E o pior de tudo é que uso essas técnicas em minhas palestras também! (risos).
Qual é a natureza do cargo para o qual você foi nomeada em Campinas?
Essa nomeação ocorreu em virtude de meu histórico profissional anterior e de vivências que acumulei até aqui. A nossa missão é a de promover melhorias das condições de vida de pessoas com deficiência que possuam mobilidade reduzida fazendo com que os direitos já garantidos sejam colocados em prática. É um momento especial porque poderei juntar minha vivência profissional com a vivência pessoal.
Você manifestou interesse em escrever um livro. Do que ele se trata?
Ah, é verdade! Eu gostaria de escrever um livro contando algumas de minhas histórias, mas com humor, para mostrar que sempre é possível ter um novo olhar sobre as nossas circunstâncias. Esse livro é destinado a todas as pessoas que querem rir um pouco e ver que a vida pode ser melhor, plena, abundante, mesmo quando as circunstâncias dizem “não”. O livro falará sobre como Deus faz o impossível quando decidimos fazer o que nos é possível.
Como é sua rotina como palestrante e para quais públicos você fala?
As palestras são destinadas ao público cristão em geral e ao corporativo e educacional. Posso dizer pelos depoimentos no final das palestras, que as pessoas saem efetivamente impactadas, melhorando o clima organizacional e facilitando a tomada de decisões.
O que você teria a dizer a outros deficientes visuais que também buscam seu espaço na sociedade?
Não desista! Lute! Qualifique-se! Acredite em você! Transforme os nãos em degraus de uma escada que te leve a conseguir um emprego e, acima de tudo, lembre-se que obstáculos são feitos para serem contornados e não para serem retirados do seu caminho, porque vencendo-os você será uma pessoa extremamente feliz! Creia que Cristo conhece suas limitações, porque Ele mesmo se limitou por amor a você e, com essa certeza, continue!
Fonte: Exibir Gospel / Jornal Gospel News