https://www.youtube.com/results?search_query=tv+costa+norte+alunos+de+ferraz+
O que você pode fazer para mudar o mundo. Comece mudando a si mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo. Cuide da Saúde, Planeta, não desperdice água, não jogue lixo nas ruas, não maltrate animais ou desmate as árvores. Pense bem, se nascemos no mesmo planeta compartilhamos com ele. Creia em um mundo melhor, olhe e cuide das pessoas ao seu redor. Faça o Bem, trabalhe, não tenha medo de errar, trabalhando valorizarás o suor de teu rosto e será fácil chegar aos seus objetivos.
domingo, 27 de setembro de 2015
Alunos de Ferraz de Vasconcelos vão a praia da enseada Bertioga na praia acessível , aluna de 28 anos que nunca viu o mar, mãe de 50 anos que nunca viu o mar.... emocionante
https://www.youtube.com/results?search_query=tv+costa+norte+alunos+de+ferraz+
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
DICAS PARA ATENDIMENTO AO PUBLICO COM DEFICIENCIA VISUAL
ALGUMAS DICAS PARA O ATENDIMENTO AO PÚBLICO COM DEFICIÊNCIA VISUAL
Autora do texto (08/1/2015): Luciane
Molina é pedagoga e cursou especialização em Atendimento Educacional
Especializado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho). Pós-graduanda em Tecnologia, Formação de Professores e
Sociedade pela Unifei (Universidade Federal de Itajubá). É pessoa com
deficiência visual e atua há mais de 13 anos com educação inclusiva...
Terminado
o período de compras e festas de final de ano, o que ficam não são
apenas as dívidas, nem promoções para zerar o estoque dos lojistas. É
hora de contabilizar lucros e torcer pra não ter havido prejuízos. E
nesse balanço para o novo ciclo que se inicia ao nascer de mais um novo
ano, os maiores prejuízos ainda são o da falta de acessibilidade no
atendimento ao público com alguma deficiência.
É
sabido que quanto mais a inclusão é debatida e transformada em política
pública no nosso país, a pessoa com deficiência ganha em qualidade de
vida, ou pelo menos deveria ganhar. Ao ter acesso à educação, também
conquista uma profissão e passa a competir por uma vaga no mercado de
trabalho.
Economicamente
ativa, uma pessoa com deficiência contribui para a expansão da economia
do seu país. Começa a ser, então, consumidora de produtos e serviços.
Nessa lógica capitalista, talvez o que importe mesmo é atrair o
consumidor para girar a engrenagem que sustenta o capital de sua
empresa. Ou porque não há interesse mesmo, ou porque as pessoas não
pararam para pensar, mas existe uma infinidade de produtos no mercado
que são uma verdadeira pedra no sapato das pessoas com deficiência por
não levarem em conta os princípios do desenho universal. E assim como os
produtos, há também uma infinidade de serviços que sequer chegam a esse
público. E quando chegam, o despreparo no atendimento é capaz de
manchar a marca de uma empresa pra sempre.
À
exceção das caixinhas de medicamentos, que já trazem alguma informação
relevante em Braille no rótulo, há poucos produtos que acompanham essa
tendência. Num supermercado, por exemplo, talvez seja possível encontrar
meia dúzia de rótulos em Braille em meio a milhares de produtos.
Percebemos, com essa ausência, que a comunicação acessível é
terrivelmente esmagada pela publicidade impressa. A ideia de que um cego
reconheça os produtos pelo formato da embalagem, pelo aroma ou pela
textura dela não reproduz a realidade de fato.
Percebam
que muitas embalagens são semelhantes e posso citar as caixinhas de
gelatina e maria mole, os frascos de xampu e condicionador, as latinhas
de cerveja e refrigerante, o saquinho com leite e outro com iogurte, por
exemplo. A sinalização tátil, como as placas em Braille, os mapas
táteis contendo a localização espacial do que existe no ambiente e o
piso podo tátil quase não existem fora das agências bancárias, embora as
rampas de acesso sejam o exemplo mais intenso de que só elas bastariam
para que o local seja acessível.
Entretanto,
o desafio não está em encontrar produtos que sejam plenamente
acessíveis, até porque a pessoa com deficiência não deseja que o mundo
seja reproduzido exclusivamente para ela. O desafio, então, é contar com
um atendimento que possa, ao mesmo tempo que devolver-lhe a cidadania,
também considerá-la consumidora de fato.
Vejamos algumas dicas:
Geralmente,
a pessoa com deficiência visual chega até uma determinada loja à
procura de um produto específico, já que ela não vai ser atraída para lá
pela placa fluorescente que promete a promoção mais tentadora do
milênio, a menos que ela esteja acompanhada por alguém que enxerga e que
seja tão consumista quanto ela. Muitas lojas (é comum nas de sapatos,
bijuterias, celulares, roupas, papelarias, etc.) guardam seus produtos
em vitrines ou balcões fechados. E nessa situação, o cego ficou cego
duas vezes, porque não pode tatear os produtos para escolher aquele que
melhor lhe agrade.
Sendo
assim, não é o atendente quem tem que decidir o que deve ou não
mostrar. Num primeiro momento, descrever as características das peças
seria a decisão mais acertada, assim como fornecer detalhes de valores e
de possíveis promoções ou descontos é uma maneira para investigar o que
o cliente está procurando, para depois mostrar as peças e deixar que a
pessoa cega tateie-as. Em restaurantes, o ideal seria ter disponível um
cardápio em Braille e também outro com caracteres ampliados.
Dicas para o comércio e para o dia a dia:
-
Apresente-se para a pessoa com deficiência visual. Diga seu nome e o
que faz ali, se cuida de um setor específico. Ela precisa conhecer sua
voz, evitando que o confunda com outros vendedores do local.
-
Descreva os produtos da loja ou daquele setor, cuidando para encaminhar
o cliente para a sessão que procura, caso não seja a sua.
-
Se for guiar a pessoa cega, deixe-a segurar em seu cotovelo, ombro ou
punho. Não a empurre nem a puxe. Mantenha-se sempre meio passo à frente
dela.
- Em passagens estreitas, flexione seu braço para trás. Assim, a pessoa cega alinhará o corpo atrás de você.
-
Avise-a sobre escadas rolante e obstáculos nos corredores do
estabelecimento. Também informe-a sobre prateleiras com produtos mais
frágeis, que possam quebrar ao cair no chão.
-
Posicione-a sempre de frente para a vitrine ou para a arara, informando
verbalmente onde está e quais são os produtos dali. Leve a mão dela até
algum produto ou informe que irá colocar alguma peça nas mãos dela.
-
Para sentar-se, coloque a mão da pessoa cega no encosto da cadeira.
Caso não houver, informe-a sobre essa condição e coloque as mãos dela no
acento, para que perceba a direção e decida como deseja fazer.
-
Sem preguiça, mostre os produtos, retirando-os da vitrine, das
prateleiras ou das araras, deixando que a pessoa cega explore-os pelo
tato. Descreva e aponte alguns detalhes, como cor, desenho ou alguma
característica relevante. Deixe seu cliente à vontade!
-
Ofereça outros produtos, descrevendo-os ou deixando que a pessoa cega
os sinta, pois ela não terá a visão de tudo que possui no
estabelecimento.
- Investigue sempre. Não ofereça espelho, você será os olhos da pessoa cega, emitindo opinião sem induzi-la à compra.
- Diga quais são as promoções e formas de pagamento.
-
Pode ser que a pessoa cega precise de ajuda para identificar uma nota
ou um cartão. Ao devolver-lhe troco, informe quais as notas e como estão
dispostas.
-
Sempre entregue objetos, papel ou qualquer outra coisa nas mãos da
pessoa cega, evitando que a mão dela fique estendida no ar.
-
Caso a pessoa cega precise assinar, pergunte a ela se assina e como
faz. Algumas pessoas com deficiência visual carregam seu próprio
assinador, um cartão com orifício vazado em que cabe uma assinatura.
Caso não possua, coloque uma régua sobre a linha e oriente a respeito do
início e o final do espaço destinado à assinatura. A régua pode ser
substituída por algum outro cartão, pedaço de papel mais grosso, etc.
-
Durante o atendimento à pessoa com deficiência visual, informe-a quando
afastar-se dela para que não fique falando sozinha. É comum que ela
faça perguntas. Também comunique sobre sua chegada.
-
Se o atendimento exigir uma senha, informe para a pessoa com
deficiência visual qual é a senha dela. A cada nova chamada, verbalize o
número que receberá o atendimento, para que ela não perca a vez.
O
cliente, seja ele pessoa com deficiência ou não, precisa estar
satisfeito mais com o atendimento que ele recebe do que com o produto
que ele pretenda adquirir. Sempre que houver dúvida, o atendente deve
perguntar qual a melhor maneira de ajudar.
Não
insista demasiadamente para não ganhar o rótulo de “chiclete”. Seja
cuidadoso, investigue e execute bem seu papel de vendedor. Afinal, a
pessoa com deficiência não precisa “portar” uma carteirinha dizendo que
possui essa ou aquela deficiência ou que necessita de atendimento
específico. O bom senso faz parte da qualidade de qualquer serviço
oferecido ao público em geral. A acessibilidade é a condição ímpar que
deve reinar de verdade nos 365 dias, representando o maior lucro entre
consumidor e lojista.
Dicas muito importantes que poderá com certeza auxiliar a vida da pessoa com deficiência visual...
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